Novembro

Realmente,
não vejo por que ignorar…
Que vivemos uma ditadura branca.

É preciso destruir os símbolos
e sepultar a sociedade moderna
nos destroços de suas ilusões.

Caminharemos sobre os escombros
do sonho americano…

Terminara finalmente nosso apocalipse
politicamente administrável,
nossa forma débil de existir,
nossa pobreza rentável.

Não mais os totens e tabus…

Dançaremos a bela música da loucura razoável
e plena sobre o fulgor do indizível.

Movidos pela incerteza,
enquanto navegamos desplugados em corpos de quimera!

Celebraremos, hoje, a vida em seu eterno resistir,
Plugaremos nossas mentes e corpo na infoera…
Abraçando os acontecimentos devir.

Abaixo a abstração sobre o corpo.
Abaixo os paraísos ideais,
no além-mundo.

Viva o corpo e a superfície!
Viva o homem enforcado!

(Poeta Mórbido)



Categoria: Poesia |
| Postado em: 18.12.17

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